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E por falar em fanzines…

14/09/2010

O que passa pela cabeça de um fanzineiro na hora de montar suas páginas?
Zé Colméia, Henrique Magalhães e Rodrigo Okuyama nos dão os detalhes.
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Por: Douglas Utescher (douglas_utescher@yahoo.com.br)

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Considerando a publicação de The Comet, em maio de 1930, como marco inicial na trajetória dos fanzines, essas fascinantes publicações amadoras estão comemorando exatos 80 anos de existência. Nesse tempo, os fanzines se desenvolveram e tomaram as mais diversas formas, tornando-se também objeto de estudo para acadêmicos de todo o mundo. É intrigante, porém, que pouco tenha sido escrito sobre a apresentação visual dos fanzines. É fato que, por natureza, os fanzines não se atém a regras e as formas como os faneditores articulam texto e imagem são tão diferentes quanto as intenções e ideias que circulam neste meio. Ainda assim, contextualizando a produção “fanzinística” a seus respectivos momentos históricos e culturais, é possível identificar similaridades e práticas recorrentes.

Foi com essa hipótese em mente, essa vontade de tentar organizar o caos, que eu iniciei o Trabalho de Conclusão de Curso que estou agora finalizando. E foi em meio às divagações desta pesquisa que resolvi escrever algumas perguntas e enviá-las para alguns fanzineiros que eu admiro e que possuem trabalhos bem distintos. O resultado foi tão bacana que resolvemos compartilhar aqui, no blog da Ugra.

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Um pouco sobre os entrevistados:

> O Ramón de Castro é mais conhecido no meio dos fanzines como Zé Colméia e começou a editar fanzines ainda na década de 90. Editor de diversos títulos, seu trabalho mantém muito do espírito irrequieto e despojado daquela época. Uma postura que acho de extrema relevância nesses tempos em que os fanzines parecem estar cada vez mais “comportados”. Você pode conhecer mais do trabalho do Ramón aqui: http://encrewzilhada.blogspot.com

> O Henrique Magalhães é uma referência inquestionável na fanedição brasileira. Além de fanzineiro veterano e mentor da Editora Marca de Fantasia, foi precursor no estudo acadêmico do assunto aqui no Brasil. Possui quatro livros publicados a respeito: “O que é Fanzine”, “O Rebuliço Apaixonante dos Fanzines”, “A Nova Onda dos Fanzines”, e “A Mutação Radical dos Fanzines”. Você pode conhecer mais do trabalho do Henrique aqui: http://www.marcadefantasia.com

> Rodrigo Okuyama é o mais jovem dos entrevistados e chama atenção por seu talento e esmero. No fanzine La Permura, editado em parceria com Bruno de Castro, Rodrigo apresenta um trabalho notável de acabamento e encadernação artesanais, além de quadrinhos com um estilo bem peculiar. Você pode conhecer mais do trabalho do Rodrigo aqui: http://www.cartundoounada.blogspot.com

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Por que fazer fanzine?

RAMÓN DE CASTRO – Vejo os fanzines como um exercício do tesão, da autonomia, do deboche, do escárnio, das paixões e da xerox. Se o meio é a mensagem, a gente faz fanzine porque não quer fazer performance ou instalação (o que, também, uma prática não exclui a outra). Fanzine é grito. Falando muito baixo não vai adiantar por que para vencer nós temos de gritar. O Cólera falava isso.

HENRIQUE MAGALHÃES – Primeiramente, para me comunicar com outros admiradores do mesmo objeto de culto artístico, pela necessidade de troca de informações e opiniões sobre as histórias em quadrinhos. Em segundo lugar, para dar vazão a minha própria produção e a dos autores amadores que admiro. Fazer fanzine é também uma forma de resgate dos autores e das obras fundamentais e quase esquecidas, uma forma de pesquisa e de resistência ao descaso do mercado aos jovens autores nacionais e aos trabalhos menos comerciais.

RODRIGO OKUYAMA – Eu senti necessidade de produzir um fanzine por causa de alguns fatores:
a) O Bruno de Castro (Lobo, outro autor de quadrinhos do La Permura) já tinha bastante material. Adoro as histórias dele, assim como seus desenhos e acho que merecia ser publicado.
b) Nos últimos dois anos fiquei estudando sobre livro, encadernação, produção gráfica, etc, por causa de meu Trabalho Final de Graduação (é a mesmo que o Trabalho de Conclusão de Curso), que teve como tema o picturebook.
Quando fiz testes com os bonecos de livros, percebi o quanto é difícil trabalhar com a diagramação. Eu precisava adquirir experiência com a produção de material impresso, e um fanzine é uma boa alternativa.
c) Eu estava cansado de tentar participar de Salões de Humor e ter meu material recusado. Não quis mudar minha maneira de desenhar quadrinhos nem o conteúdo das histórias para conseguir participar.

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Por que fazer fanzine impresso ao invés de disponibilizar o conteúdo na web?

RC – Fanzine em papel é como sexo, o zine é o objeto de desejo, de fetiche, você o toca, dobra, amassa, respinga café, cinza, você pode mandar pelo correio, é físico. Num mundo de trocentos downloads, o quanto disso tudo você realmente escuta? Um zine de vinte cópias é uma conversa íntima. Além do legado físico material, o papel de hoje deve durar algumas décadas, é justo deixar um registro cultural não oficial, não “profissional” num mundo que cobra tanta qualificação e produção. A web é luz e som, onde a recepção é focada na mente. Acho que as coisas físicas envolvem todo o corpo. Não podemos esquecer do corpo. Zine? Só de papel!

HM – Venho de uma geração do impresso, desde o processo mais primitivo, que era a impressão em estêncil, passando pela fotocópia, a offset até chegar à impressão a laser. Isto cria raízes, vínculos, afeições. O impresso é ainda muito importante para minha geração, que começou a editar na década de 1970. Mas tem a ver também com o suporte “natural” dos quadrinhos, que é o impresso. Há o hábito de colecionar, o apego à materialidade como uma forma de apropriação. Isso é difícil de superar. Mas não quer dizer que não enxergue o novo, que não experimente as infinitas possibilidades de trabalhar com o meio digital. Parte de minha produção hoje está sobre o suporte impresso, outra parte começa a migrar para o digital. Pretendo manter os dois formatos, o digital para os livros teóricos, para o público acadêmico; o impresso para os álbuns de quadrinhos, que é o suporte mais adequado ao meio. O fanzine Top! Top! tem versões impressa e digital.

RO – Os trabalhos em quadrinhos do Lobo e os meus estão disponibilizados na web. Compreendo que o fanzine não tem a mesma abrangência que tem um blog ou um site de quadrinhos, mas o material impresso pode ser mais atraente ao leitor para conhecer o trabalho de um autor desconhecido.
No fanzine há a possibilidade de trabalhar com materiais diversos, buscando resultados visuais e táteis que não seriam possíveis no meio virtual. Isso é o que me atrai em trabalhar com fanzines.

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Fale sobre o processo de criação do layout. Como é feito o planejamento visual da sua publicação, considerando aspectos como a escolha de fontes (tipografia), seleção de imagens, composição da página, projeto editorial, etc.

RC – Primeiro faço uma lista do que possivelmente vai entrar, tipo um brainstorm mesmo, vou peneirando ou não. Depois decido o formato e o público: se é educativo-juvenil, se é sobre subcultura, quadrinhos, comportamento. Daí faço uma boneca, onde procuro criar uma correspondência entre as páginas. Nada está lado a lado por acaso. Sempre tenho um variado banco de imagens, podem ser recortes ou até mesmo digitais. Não tenho pudor nenhum, uso de software a pedra nos zines. Mas me interesso muito pelos efeitos da xerox.

HM – A escolha do layout de minhas publicações está vinculada à segmentação da produção, que é feita em várias séries. Cada série tem uma característica, seja temática, seja formal. A série determina o formato, como a Série Quiosque, de livros de bolso (12x18cm). Temos também a Série Veredas, num formato um pouco maior (13x19cm) e os álbuns e revistas, com formato de 14x20cm. Por uma questão de praticidade e condição da impressora, só posso fazer publicações em pequeno formato, com a folha A4 dobrada ao meio. Desse modo, os álbuns são os que têm maior dimensão, para dar o máximo de visibilidade aos quadrinhos.
O corpo dos textos é trabalhado sempre com a fonte Times New Roman, por dar mais ritmo e facilitar a leitura. Para os títulos dos capítulos e da capa utilizo fontes da família “grotesca”, como a Humanist ou Arial, que são fontes sem serifa, que dão mais impacto visual. Eventualmente a fonte dos títulos pode mudar, adequando-se ao conteúdo.
As capas dos livros, álbuns e revistas são coloridas, impressas em offset em papel supremo 230g, com plastificação ou em couché, com a mesma gramatura, com tiragem de 200 exemplares. O miolo é feito em impressora a laser caseira, em preto e branco, papel sulfite 75g.
Para a criação da capa utilizo o detalhe de uma imagem relativa ao conteúdo do livro, ou uma composição de imagens, mais manchas gráficas de retículas. Eventualmente o próprio autor envia a capa pronta, sujeita apenas a pequenas modificações.

RO – O processo de criação do layout não segue um método, é bem intuitivo.
O projeto editorial do fanzine é o formato A5 “em pé” (14,8 x 21 cm), com o miolo em impressão preto e branco no papel sulfite 90 g/m e as capas coloridas pelo estêncil e encadernação manual.
A escolha do formato A5 se deu por ficar fácil do leitor carregar e redução de custo. A maioria das histórias tem o tamanho original o A4 (21 x 29,7 cm) ou até o A3 (29,7 x 42 cm). Tenho que optar pela ocupação da dupla página inteira pela mancha gráfica por causa disso.
Com a escolha desse formato, o A5, tenho que pensar que o número de páginas seja múltiplo de quatro (pois imprimo no formato A4 em frente e verso), para que não haja desperdício de papel. No primeiro número do La Permura não havia pensado nisto e tem 22 páginas de miolo, já no segundo tem 20 páginas o miolo.
O Lobo não usa fontes nos textos de suas histórias. Eu escolho as fontes conforme o estilo das histórias ou personagens, como por exemplo nas falas do protagonista da história “pinocchio” (La Permura n°1)  que uso a Kontrapunk, por ser uma fonte retangular que difere das fontes escolhidas para texto, para que dê a sensação que a fala do marionete não seja mesma que a humana. Já as fontes do fanzine não possuem esse caráter, a escolha é aleatória.
A seleção das histórias não segue uma linha pois não existe um tema por edição. Como já foi dito, o Lobo tem bastante material, são escolhidas desde os mais recentes até os antigos. De material antigo tenho só as tirinhas, então tenho que produzir material para as próximas edições.

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Você usa computador para confeccionar seu fanzine? Em caso positivo, quais são os softwares usados?

RC – Sim, Word e Photoshop 3 acordes.

HM – Desde o início dos anos 1990 utilizo o computador para a edição dos fanzines e de outras publicações. Inicialmente trabalhei com o programa PageMaker, da Adobe, agora utilizo o Indesing CS2, que é a sequência do PageMaker. O tratamento de imagens é feito no PhotoImpact e no Corel Draw, bem como a edição da capa.

RO – Eu utilizo o computador: após o termino da arte-final dos quadrinhos uso o scanner para digitalizar as imagens e os corrijo no software Adobe Photoshop (a versão que eu utilizo é a CS2). Como o fanzine a impressão é em Preto e Branco (impressão digital) eu transformo para o sistema de cores Grayscale e adiciono os cinzas e retículas no A. Photoshop.
Finalizado esta etapa, eu uso o software Adobe InDesign (versão CS2) para diagramar as páginas do fanzine.

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Você utiliza algum procedimento manual no layout do seu fanzine? Em caso positivo, qual?

RC – Sim, faço uma boneca do fanzine que acaba virando a matriz de cópias.

HM – Não. Toda a produção é feita em programas digitais. Na década de 1990, os textos dos fanzines eram impressos à parte, recortados e colados num diagrama, bem como as imagens eram reduzidas ou ampliadas em fotocópia para adequar-se à diagramação. Em algumas edições cheguei a colorir algumas capas de fanzine com pincel e tinta ou imprimir certas áreas com matrizes em linóleo. Atualmente todo o trabalho é feito no computador, de onde imprimo o miolo em p&b. A capa em cores, em offset, é feita em gráfica.

RO – Sim, eu utilizo dois procedimentos manuais: a encadernação e a pintura de estêncil nas capas do fanzine.

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Esteticamente, quais são suas referências para a produção do fanzine?

RC – Sempre visualizo uma série de artistas que me identifico, que vão de Willian Blake a Richard Kern, Eric Kroll, Lydia Lunch e Diamanda Gallas, toda aquela herança do Brasil dos anos 80: Fabio Zimbres, MZK, Macarrão, Law Tissot, Alberto Monteiro, Weaver Lima. Mais recente Elvis Almeida, Loo Devil , Roberto Hollanda e Mark P. do Sniffing Glue, música basicamente OI! skinhead reggae, post-punk, psychobilly, industrial, rap underground.

HM – Por natureza o fanzine é livre para dar expressão ao estilo e visão pessoal do editor. Dessa forma, as referências são múltiplas, dependendo de cada pessoa. Os meus se inspiram nas publicações alternativas da década de 1970, como O Bicho e Balão, mas também nas publicações de mercado da época, a exemplo de Eureka, Patota, Grilo, a italiana Linus, as francesas Charlie, L’écho des Savanes e o fanzine PLG.

RO – Não tenho referências estéticas para a produção do fanzine.

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Você almeja que seu fanzine tenha um aspecto profissional? Porquê?

RC – Depende do fanzine, dos objetivos que eu queira alcançar. Acho que há espaço para a experimentação e consolidação de materiais e ideias no calhamaço de couché, mas também existem momentos lúdicos de zoeira que uma folha frente e verso dão conta.

HM – Sou jornalista e procuro aperfeiçoar-me em design gráfico. O aspecto profissional do fanzine para mim é um imperativo, sem abrir mão do conteúdo experimental, inovador, documental. Fanzine não tem quer ser sinônimo de relaxamento, de improvisação e descompromisso, embora também possa ser tudo isso.

RO – Não. Não sou um desenhista de quadrinhos que tem um estilo definido e não desenho quadrinhos constantemente, e isto ocorre com o Lobo também. O La Permura não tem a pretensão de tornar quadrinistas profissionais tanto o Lobo quanto a mim. O Lobo trabalha com cinema (ele tem uma produtora chamada Filme Filmes) e eu tenho interesse em trabalhar com ilustração.
Não faço estas histórias buscando como objetivo ter carreira como autor ou desenhista de quadrinhos profissional; faço para aprimorar minha capacidade de trabalhar com narrativas e qualidade de meus desenhos com as canetas e pinceis.

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Considerando a proposta da sua publicação, trabalhar com baixo orçamento e baixa tiragem é um entrave ou uma vantagem?

RC – Baixo orçamento sempre é um entrave para fazer os zines, pois na pré produção usamos muita cerveja , maconha e festas!

HM – É uma vantagem. Desse modo produzo para o público interessado, sem desperdício nem frustração. Se houver mais público, maior será a tiragem do fanzine. A tiragem diminuta não é uma opção, é uma contingência.

RO – Eu vejo como vantagens trabalhar com essas limitações.
Para baratear o custo da impressão do miolo, as histórias são feitas em tons de cinza: isso me permite pensar no desenho sem cores, usando canetas nanquim descartáveis e a pintura com o nanquim puro ou aguado e usar o computador para colocar retículas.
As capas são coloridas pelo estêncil: a pintura feita por rolinhos de espuma me impede de utilizar papeis de pouca gramatura (o primeiro número tem a capa de papel craft 430 g/m e o segundo de papel cartão) e a técnica pede que se faça pontes e evite linhas e pequenas áreas vazadas; isto tudo pode ser considerado como limitante, mas vejo como se direcionassem para uma solução estética única.
A tiragem pequena não é problema: impede que o meu prejuízo financeiro seja maior. Como não há uma resposta dos leitores procurando uma nova edição, me leva a crer que não há leitores assíduos, então não há a necessidade de aumentar a tiragem.

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Qual é a parte mais prazerosa de se fazer um fanzine?

RC – As orgias na piscina nas festas de lançamento.

HM – Trocar ideias com os amigos e fazer contato com outros fãs e entusiastas. Tenho fortes e afetuosas relações com leitores e editores que nunca vi pessoalmente. Esta é uma das grandes vantagens de fazer um fanzine. Outra é saber que de alguma forma, por mais reduzida que for, está-se contribuindo para o lançamento de novos autores e para a discussão sobre a arte.

RO – As capas do fanzine. Desde o esboço inicial até a pintura em estêncil delas é bem agradável.

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Qual é a parte menos prazerosa de se fazer um fanzine?

RC – Grampear!!!

HM – Não há nada que não seja prazeroso em fazer fanzine. O único incômodo é fazer um trabalho impecável e vê-lo destruído por gráficas pouco cuidadosas. Isso ocorre porque dependemos de gráficas baratas para tornar o custo do fanzine viável. Em parte resolvi este problema imprimindo em casa o miolo.

RO – A encadernação. Gasto bastante tempo refilando, dobrando e costurando os fanzines.

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5 Comentários leave one →
  1. 16/09/2010 18:09

    FUCK ARTE! LETZ ROCK!
    obrigado pela entrevista! Grande honra aparecer ao lado do Rodrigo e Henrique!

  2. 24/10/2010 02:28

    Como autêntico fanzineiro, admito q a versão impressa é bem mais saborosa do q a virtual…pô, internet é metafísica dmais pro estômago!
    Mesmo assim, a digitalização acaba sendo um prestativo cartão de visitas..

    Além disso,o zine é uma forma de traficar inspiração sem passar por tantos “atravessadores” ou cair na guilhotina mediocrizante do mercado editorial tal como repugnamos…

    Fanzineiros, uni-vos!

    http://fiados0pagando.blogspot.com/

  3. 24/10/2010 03:06

    muito interessante, parabens mesmo.

  4. 03/11/2010 15:41

    maconha?cerveja? eu pensei que a entrevista era com um fanzineiro e não com um traficante!!

  5. 08/01/2011 16:13

    Reporto-me as palavras do intelectual orgâncio MR. CATRA (O FIEL):

    Legalizei minha mente
    Garotos Maneiros
    Não te pedi porra Nenhuma
    Foi com meu dinheiro

    Chapadão na moral
    Tu sabe como é que é?
    Não se preocupe com meus neurônios
    Fique de Olho na tua Mulher!”

    O BLOG DO PADRE MACELO É DO LADO DA BARRACA INTEGRALISTA: PROMOÇÃO DE MEIN KAMPF A 30 REAIS! VENDEM COMO ÁGUA! VENDEM COMO CHOPP!!!
    ps. pos- Ornitorrincos

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